Confissão de Fé - IBLM





DECLARAÇÃO DE FÉ DA IGREJA BATISTA LUZ DO MUNDO
PASSO FUNDO - RS

CAPÍTULO 1: A REVELAÇÃO DE DEUS.

1.      Cremos que, em diversos tempos e por diversos modos, Deus decidiu revelar-se aos suas criaturas humanas. Por meio da ordem natural criada, bem como na consciência humana, encontramos o conhecimento de Deus que está disponível a todos os homens, e em todas as épocas. Este conhecimento apresenta a bondade, sabedoria e poder de Deus, de tal modo a deixar os homens inexcusáveis diante dele. Este conhecimento, embora suficiente para manter o homem condenado diante da Divindade, jamais é capaz de resgatar o pecador de seu pecado.
2.      Por isso, aprouve a Deus, pelo seu divino amor, revelar-se mais especificamente e declarar a sua vontade ao seu povo. Esta revelação é feita por meio das Escrituras, sendo ela a única regra suficiente, certa e infalível de conhecimento para a salvação eterna, por meio do Evangelho revelado em Cristo Jesus.
3.      As Escrituras Sagradas trazem uma revelação objetiva e infalível acerca de Deus. Assim, Deus é conhecido por meio dela, e não por encontros místicos, ou atos semelhantes. Além disso, a objetividade da revelação implica que o texto sagrado possui uma, e apenas uma interpretação correta, e não várias. Isso implica que o povo de Deus necessita esforçar-se por conhecer a vontade objetiva e perfeita de Deus, revelada nas Escrituras, ao buscar meios para interpretarem-na corretamente.
4.      Textos Bíblicos:
2Tm 3.15-17; Rm.1.19-21; Rm.2.14,15; Sl.19.1-3; Hb.1.1; 1 Pe.1:19,20
5.      Desta forma rejeitamos
a.       O ensino Deísta, que afirma que Deus não interage e/ou não se revela com os homens.
b.      O ensino panteísta, que afirma que a natureza é Deus, e não obra e revelação de Deus.
c.       O ensino subjetivista, que afirma que a revelação é feita subjetivamente, e não objetivamente por meio da natureza e da palavra falada e escrita de Deus.


CAPÍTULO 2: DAS SAGRADAS ESCRITURAS

1.      Os 66 livros da Bíblia, e apenas estes, constituem-se, nos escritos originais, como a perfeita Palavra de Deus, inspirados pelo Espírito Santo em cada uma de suas palavras, escritos em linguagem humana, de tal forma que tudo o que foi escrito constituem-se a na Perfeita vontade de Deus.
2.      Sendo a Bíblia uma obra de divina inspiração, segue-se logicamente que ela está isenta de erros em tudo o que afirma e em tudo o que toca.
3.      Se as Escrituras Sagradas são obra de divina inspiração, segue-se logicamente que ela é a única autoridade do crente em matéria de fé e prática. Sobre ela repousa todo o padrão avaliativo da doutrina e do comportamento humano.
4.      Sendo a Bíblia escrita em linguagem humana, devemos interpreta-la segundo o método histórico-gramatical, ou seja, seu significado é encontrado na intenção autoral contido no texto em seu ambiente histórico.
5.      Sendo a Bíblia a perfeita Palavra de Deus, ela é suficiente para a conduta e doutrina cristã, não sendo necessárias novas revelações para a Igreja do Senhor Jesus.
6.      Textos Bíblicos
2Tm 3.16-17;Lc.24.27,44; Gl.1.8,9:
7.      Desta forma rejeitamos:
a.       O acréscimo católico dos livros apócrifos ao cânon da Bíblia, bem como sua aceitação da tradição humana e do Papa como autoridades iguais à Bíblia.
b.      As teologias liberal e neo-ortodoxa, que rejeitam a inspiração e inerrância das Escrituras.
c.       O neo-evangelicalismo, que admite erros na Bíblia, especialmente nas áreas de ciência e história.
d.      As seitas como Adventistas do Sétimo Dia, Testemunhas de Jeová, Mórmons e Espíritas, pois reverenciam outros escritos além da Bíblia, aos quais cedem autoridade igual ou superior às Escrituras.
e.       Rejeitamos qualquer tentativa de se contextualizar as Escrituras em que elas sejam subordinadas aos costumes ou crenças de alguma cultura.
f.       Rejeitamos qualquer tentativa de se estabelecer uma versão das Escrituras como sendo a única aceita pela Igreja.

 

CAPÍTULO 3: A PESSOA DE DEUS


1.      Cremos no Deus revelado pelas Escrituras, o qual é espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, amor, santidade, justiça e verdade.[1]
2.      Cremos que só existe um Deus, o qual subsiste eternamente em três Pessoas distintas. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são igualmente divinos, possuindo, cada um, todos os atributos da divindade, de tal forma que o Pai não é o Filho nem o Espírito, nem o Filho é o Pai ou o Espírito, nem o Espírito é o Pai ou o Filho, mas tanto o Pai, quanto o Filho, quanto o Espírito Santo são apenas um Deus em essência. Desta maneira, afirmamos que a Trindade é um mistério além da capacidade humana de plena compreensão, o qual aceitamos por fé na veríssima Palavra de Deus.
3.      Cremos que apenas Deus é digno de adoração, sendo considerada idolatria qualquer forma de adoração que não seja destinada à divindade.
4.      Textos Bíblicos
1Ti 1.17; Jo 5.26; Sl.148.13; Sl.119.68;Rm.11.34-36; João 1.1: Heb 9:14  Hb.4.13.
5.      Desta forma rejeitamos:
a.      Qualquer forma de expressão da divindade que não esteja de acordo com as Escrituras, como o deísmo, o panteísmo, o politeísmo.
b.      Qualquer desvio do ensino Bíblico sobre a Trindade, como o ensinado pelas Testemunhas de Jeová, pelos Mórmons e pela Igreja Unitariana.
c.       Qualquer expressão de louvor que não seja destinada a Deus, como feita pela Igreja Católica Romana destinada aos ditos santos da igreja.
d.      Rejeitamos qualquer tipo de negação da Trindade, como o ateísmo ou o agnosticismo.


CAPÍTULO 4: A OBRA DE DEUS

1.      Cremos que desde toda a eternidade, Deus decretou soberanamente todas as coisas que iriam acontecer no tempo; e isto Ele fez segundo o conselho da sua própria vontade, muita sábia e muito santa. Este decreto, porém, de modo algum torna Deus o autor do pecado, nem o torna co-responsável pelo pecado, nem elimina a liberdade humana, nem a violenta.
2.      Entendemos que, embora Deus tenha um decreto eterno, Ele o revela na história, por meio da criação e da providência.
3.      Cremos que todas as coisas foram criadas por Deus, quer visíveis ou invisíveis, por intermédio de sua Palavra poderosa e para o louvor as Sua Glória. Entendemos que tudo o que foi criado foi muito bom, sendo, portanto, a criação boa em si mesmo, embora o pecado a tenha corrompido, de onde surgiram todas as pragas e transtornos naturais. Entendemos, também, que o homem foi diretamente criado por Deus, Adão e Eva, e não provém de nenhum tipo de evolução de espécies.
4.      Aceitamos que Deus, o criador de todas as coisas, mantém, dirige, dispõe de, e governa todas as criaturas e coisas pela sua muito sábia providência, para que cumpram com a finalidade para a qual foram criadas. Isso é feito de acordo com a soberania, conhecimento e poder de Deus, o qual cuida e sustenta a criação, bem como a governa, sem eliminar a responsabilidade humana.
5.      Textos Bíblicos:
Is.46.10; Ef.1.11; Genesis 1.1; Gn.1.31; Cl.1.16; Hb.1.3; Pv.16.33;Mt.10.29-31
6.      Desta forma rejeitamos:
a.       O Teísmo Aberto, que nega o decreto eterno e soberano de Deus quanto a tudo o que deve acontecer na história.
b.      O ensino arminiano de que a soberania de Deus é condicionada pela previsão da escolha humana.
c.       A teoria da evolução, pois nega o ato criador divino, direto, e pela palavra, de todas as coisas, especialmente do ser humano.
d.      Rejeitamos a ideia de que haja algo como “acaso”. Deus decreta e controla todas as coisas, até as que nos parecem insignificantes.

 

CAPÍTULO 5: O HOMEM


1.      A Palavra de Deus nos ensina que Deus criou o homem (Adão) do pó da terra e, de sua costela, criou a mulher (Eva). Deste casal descende toda a raça humana. Cremos, portanto, que o homem foi criado direto e instantaneamente por Deus, sem envolvimento de um processo evolutivo ou algo semelhante.
2.      Cremos que o homem foi criado segundo a imagem e semelhança de Deus. Esta imagem é o que estabelece o homem como vice regente de Deus na Terra, e é o que torna o homem distinto dos demais seres da criação. Esta imagem é universal, e não foi perdida com o pecado humano, conquanto foi manchada. Por serem, portanto, à imagem de Deus, todos os homens, sem distinção de raça, etnia, gênero ou idade, são essencialmente iguais e valiosos.
3.      Sabemos pela Palavra que o homem é constituído de duas partes, uma material e outra imaterial. Conquanto seja assim, o homem deve ser tratado como uma unidade, sem elevar uma de suas partes constituintes sobre a outra como mais importante ou valiosa.
4.      Textos Bíblicos
Gen1:27;  Lucas 3:38;Gen 9:6;  Mateus 10:28
5.      Desta forma rejeitamos:
a.      A teoria da evolução, pois ensina que o homem provem de um processo evolutivo natural e não da mão criadora de Deus.
b.      Qualquer tipo de desvalorização do valor humano, tais como o machismo, o feminismo, o antissemitismo, o racismo e o aborto.
c.       O misticismo, pois eleva a parte imaterial do homem sobre sua parte material.

CAPÍTULO 6: O PECADO DO HOMEM

1.      Cremos que nossos primeiros pais, seduzidos pelo tentador, desobedeceram ao mandamento de Deus e comeram do fruto proibido. Deste mau uso da liberdade humana surgiu o pecado no homem. Isto, todavia, não tomou Deus de surpresa, mas o aprouve permitir pelo seu sábio e santo conselho, sendo, portanto, Deus isento da culpa pelo pecado, e o homem o seu pleno responsável.
2.      Deste ato pecaminoso, o homem decaiu de seu estado original de plena comunhão com o seu Criador e de plena retidão, tornando-se alienado de seu Criador (morto) ecorrompido pelo pecado em sua natureza.
3.      Sendo Adão e Eva os pais da humanidade e seus representantes, o estado a eles imputado por conta de seu pecado passou para toda a sua descendência por meio de geração comum. Todos os seres humanos, portanto, são naturalmente corrompidos e alienados de Deus como o foram seus primeiros pais.
4.      É desta corrupção humana que procedem todas as transgressões e maldades atuais. Entendemos, assim, que o maior problema do homem é o seu pecado, e que ele necessita da redenção de sua alma para livrar-se de suas transgressões e maldades.
5.      Entendemos que o pecado é incredulidade, rebelião, transgressão da lei de Deus e orgulho. O pecado é qualquer ato ou pensamento que não se conforma com o padrão santo e justo de Deus, que a Sua própria Natureza, mas expressa na forma de mandamentos nas Sagradas Escrituras.
6.      Por conta de sua pecaminosidade, o homem é plenamente culpado diante de seu Criador e completamente digno de Sua ira santa e justa, além de sujeito a todo tipo de misérias, como o sofrimento, a calamidade, a morte física, espiritual e eterna.
7.      Textos Bíblicos:
Gen 3:6

8.      Desta forma rejeitamos:
a.       O ensino de que a humanidade necessita de correções econômicas e/ou políticas e/ou sociais como solução. Apenas a redenção pode reverter os efeitos da queda e do pecado.
b.      O ensino marxista ou qualquer outro tipo de utopia que despreza a realidade do pecado e de toda teleologia causada por ele.
c.       O ensino da salvação por meio da realização de boas ações. A corrupção humana e sua alienação de Deus o impedem de realizar obras meritórias diante de Deus.

 

CAPÍTULO 7: A PESSOA E A OBRA DE JESUS CRISTO


1.      Cremos que Jesus Cristo, segundo sua natureza divina, é o único Filho de Deus, gerado desde a eternidade. Ele não foi feito, nem criado, pois, assim, Ele seria uma criatura, mas é de igual substância do Pai, co-eterno.
2.      Cremos que Jesus Cristo, segundo sua natureza humana, assumiu corpo e natureza humanos, nasceu da virgem Maria por obra sobrenatural do Espírito Santo e viveu entre os homens. O Senhor Jesus Cristo, portanto, é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
3.      Entendemos que Jesus, embora fosse igual a Deus, decidiu voluntariamente fazer-se homem. Sua missão foi dupla: Revelar o Pai e Consumar a obra redentora de Deus em favor dos homens, por meio da sua morte, como Ele mesmo professou em sua crucificação.
4.      Enquanto esteve no mundo, o Senhor Jesus pregou o Evangelho do Reino, promoveu o bem por meio de curas diversas, mas foi morto e crucificado. Ao terceiro dia, porém, ressuscitou dentre os mortos, apareceu a muitos e foi assunto ao céu, onde está exaltado à destra do Pai. Hoje, ele intercede em favor dos seus, sendo o único Mediador entre Deus e os homens, é o Cabeça da Igreja e a conduz até o dia do seu retorno a este mundo.
5.      Cremos que a morte de Cristo na cruz do Calvário foi uma substituição para o pagamento da pena condenatória que pairava sobre o homem. Desta forma, a morte de Cristo foi e é um sacrifício suficiente, consumado e exclusivo para o homem alcançar o pleno perdão do seu pecado.
6.      Textos Bíblicos
Jo 1:1-4; Jo1:14; Jo 3:14-16; Mt 1:18-25; Cl 1:19; 2:9Jo 14:8-9; At 1:3; I Tm 2:5-6; Hb 4:14-16; Ef 1:22-23; II Co 5:21

7.      Desta forma rejeitamos:
a.       Toda forma de doutrina que negue a plena divindade de Jesus, tais como as Testemunhas de Jeová, os Espíritas e a teologia liberal.
b.      Qualquer ensino que negue a historicidade dos fatos sobre o nascimento, vida, morte, ressurreição e segunda vinda de Cristo. Embora sejam fatos com implicações teológicas, são eventos da história da humanidade.
c.       Qualquer doutrina que negue a plena suficiência da morte de Cristo, como o ensino católico dos sacramentos, das boas obras e do purgatório.
d.      Toda doutrina que afirme que a morte de Cristo teve outro valor, senão valor vicário.

CAPÍTULO8 : A PESSOA E A OBRA DO ESPÍRITO SANTO

1.      Cremos que o Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Trindade, possuindo assim todos os atributos divinos e sendo, portanto, da mesma substância do Pai e do Filho.
2.      As Escrituras nos revelam várias obras do Espírito Santo: Ele convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo; regenera, sela e habita todos os crentes e todos eles são batizados nEle; guia os crentes dando-lhes dons e ensinando-os a andar nos caminhos de justiça e santidade, de acordo com a Bíblia.
3.      O Batismo com/no Espírito Santo é realizado no momento da salvação, pois é o meio pelo qual o Espírito nos insere no Corpo de Cristo, que é a Igreja, e no sela e guarda até o dia final.
4.      Entendemos que o Espírito Santo ainda concede dons aos homens para a edificação do Corpo de Cristo. Porém, os dons sobrenaturais, também chamados de revelacionais ou carismáticos, tais como o dom de línguas (idiomas), o dom de curas e o dom de profecias, perderam sua necessidade, pois serviam para autenticar o ministério apostólico e edificar a Igreja nascente. Tendo passado o período apostólico, e tendo o Cânon bíblico sido completo, não há mais a necessidade clara destes dons.
5.      Textos Bíblicos
Jo14:16-18; I Co 2:10; Ef 4:30; Jo 16:7-11; Jo 3:3-8; Ef 1:13-14; Jo 16:12-15; I Co 12:13; Gl 5:16-23; Rm 12:3-8; Hb 2:3-4; Ef 2:19-20; 4:11
6.      Desta forma rejeitamos
a.      Qualquer ensino que negue a personalidade e/ou divindade do Espírito Santo, como as Testemunhas de Jeová, que afirmam ser Ele apenas uma força, ou a teologia liberal, que nega a sua existência.
b.      A prática de elevar o Espírito acima do Pai ou do Filho. Embora possa ser adorado, por ser Deus, o Espírito não deve ocupar o centro da adoração pública na igreja, estando este papel reservado ao Pai e ao Filho.
c.       A crença de que o Batismo no Espírito Santo é uma “Segunda Bênção” subsequente à salvação e evidenciada pelo falar em línguas, como ensinam diversas igrejas Pentecostais.
d.      A ênfase irrestrita em sinais e maravilhas como parte integrante da obra de Deus, como fazem as igrejas neo-pentecostais.

CAPÍTULO 9: OS ANJOS


1.      A Bíblia nos ensina que os anjos são espíritos pessoais criados por Deus para serem seus ministros. Eles foram criados individualmente, em perfeição moral, formando uma companhia, não uma raça. Estão organizados em ordens, como arcanjos, serafins e querubins.
2.      As Escrituras nos dizem que, embora terem sido criados moralmente bons, alguns anjos caíram e se rebelaram contra Deus. Estes são chamados de demônios, ou espíritos imundos. Eles existem para se opor a Deus e sua obra, e fazem isso seduzindo os homens a segui-los. Os demônios são capazes de possuir pessoas, oprimi-las, tenta-las e promover males físicos. Os crentes em Cristo, no entanto, não podem ser possuídos por demônios, embora possam sofrer por ação demoníaca.
3.      Satanás é um dos nomes do maioral dos demônios. Tendo sido criado um anjo bom, ele se rebelou contra Deus e lidera os anjos caídos e o mundo contra toda a obra de Deus.
4.      Embora estejam ativos e influentes no mundo, a cruz de Cristo promoveu e sentenciou a vitória de Deus sobre os anjos maus e Satanás. Eles, portanto, caminham para o castigo eterno no inferno preparado para eles.
5.      Os cristãos são chamados para resistir e ser vigilante contra o diabo e seus demônios. Entendemos que o exorcismo, a prática de expulsar demônios, não deve ser cultivada, pois fazia parte dos sinais que autenticavam os apóstolos, como tratado no capítulo 8.
6.      Textos Bíblicos:
Hebreus 1:13,14; Salmo 148:2-5; Colossenses 1:15,16; Gênesis 3:24;Is 6:1-3; Jd 9; Mateus 9:32-34; Isaías 14:12-15; Ezequiel 28:11-16; Lucas 13:11-16; 1 Tessalonicenses 3:5; Apocalipse 12:10; João 16:8-11; Ef 6:10-18; Tg 4:7; I Pe 5:8-9.
7.      Desta forma rejeitamos:
a.      A doutrina da Batalha Espiritual, que afirma que tudo de ruim que ocorre sobre o crente é obra demoníaca que precisa ser cancelada.
b.      A ênfase no exorcismo como meio de libertação e santificação. Entendemos que é por meio da Palavra de Deus que somos libertos do pecado e crescemos em santidade.

CAPÍTULO 10: A SALVAÇÃO

1.      O Senhor Jesus Cristo, por meio de sua obra consumada na cruz do Calvário, satisfez as justas exigências de Deus, tomando sobre si a culpa do homem. Por meio, da sua ressurreição, Cristo cumpriu, enfim, toda a justiça de Deus, vencendo o pecado e a morte. Basta, assim, ao pecador receber a Cristo em fé com único Senhor e Salvador para ter o pleno perdão de seu pecado e a remoção da culpa diante do Pai.
2.      A salvação é uma obra monergística, ou seja, procede completamente de Deus e não do homem. Enquanto não recebe a graça de Deus no Evangelho, e enquanto não exerce a fé salvadora, todos os homens se encontram em um estado de total alienação de Deus, estando morto espiritualmente sem nenhum poder para buscar a Deus ou a salvação.
3.      Deus, desde a eternidade, já havia preparado aqueles que seriam recipientes de sua graça soberana e salvadora. Esta eleição não levou em conta qualquer mérito humano, mas apenas a santa, boa e graciosa vontade de Deus. Esta eleição, no entanto, não isenta o crente da pregação do Evangelho, nem o pecador endurecido de rejeitar a oferta graciosa de Deus.
4.      Embora a graça salvadora de Deus seja oferecida a todos, é certo que apenas os eleitos ouvirão o chamado de seu Bom Pastor. Nestes escolhidos, a graça salvadora, por meio do Evangelho, age eficazmente e poderosamente, abrindo seus olhos cegos para enxergarem a Deus em Cristo e irem até Ele voluntariamente em fé.
5.      Assim como ocorre na obtenção da salvação, a manutenção desta também não depende do homem. Assim como é de Deus a iniciativa de salvar o pecador, é também Sua a iniciativa de manter o crente em segurança até o Dia final. Portanto, o crente tem a segurança de sua salvação e jamais poderá perdê-la. Porém, é dever do crente viver em boas obras de santificação, não para manter sua salvação, mas para demonstrar já tê-la recebido.
6.      Textos Bíblicos
Mt 20.28; Gl 3.13; 1 Pe 2.24; 3.18; 1 Jo 2.2; 4.10; Ef 2:8-9, Ef 2:1-3, Rm 3:9-18, Is 64:6; Jr 17:9; ; Ef 2:3; Rm 9.14-18; Ef 1.4-5, 11; 1 Rm.8.30; At.26.18; Ez.36.26; Jo 1:12-13; 3:5-7; 6:37; 15:16; Fp 1:6; Jo 10:27-30; Ef 1:13-14; I Pe 1:5
7.      Desta forma rejeitamos:
a.      Qualquer doutrina de salvação por mérito humano, como nas seitas e todas as demais religiões.
b.      O universalismo, que ensina que todos os homens serão salvos.
c.       O ensino de que a salvação é sinergística, ou seja, uma obra conjunta de Deus e do homem.
d.      A crença na perda de salvação.

CAPÍTULO 10: A IGREJA DO SENHOR JESUS


1.      O Novo Testamento nos ensina que a igreja universal é o conjunto total de todos os crentes salvos por Jesus, desde o Pentecostes até a Vinda de Cristo. Ele é tanto uma igreja militante, formada por vivos que servem a Deus no mundo, quanto igreja triunfante, formada pelos “mortos em Cristo”, que já se encontram na presença gloriosa de Cristo e aguardam a ressurreição. Esta igreja é invisível, composta apenas de salvos batizados no Espirito Santo, tem Cristo como cabeça, é distinta de Israel e não admite distinções de raça ou gênero.
2.      O Novo Testamento também demonstra que a igreja local é uma congregação visível de pessoas que professaram sua fé publicamente em Jesus, foram batizadas e voluntariamente uniram-se para adorar a Deus, observarem as ordenanças, edificarem-se e admoestarem-se mutuamente, manterem comunhão e serviço uns com os outros e promoverem a propagação do evangelho da graça.
3.      A igreja local possui dois oficiais. O primeiro é o pastor, que tem como tarefa básica a administração, liderança e edificação da igreja. O pastor jamais pode ser mulher, nem neófito, e deve, sempre que possível, ser mantido pela própria igreja. O segundo ofício é o diácono, que tem como função básica auxiliar a igreja em suas diversas necessidades. Tanto pastores quanto diáconos devem seguir as qualificações bíblicas descritas em I Timóteo 3:1-13; Tito 1:5-9; I Pedro 5:1-4.
4.      O Senhor Jesus, antes de voltar ao Pai, instituiu duas ordenanças (atos simbólicos em forma ritualística) para sua igreja. A primeira foi o batismo em águas, que simboliza a união do crente com Cristo em sua morte e ressurreição e sinaliza a profissão pública de fé do batizado. Ele deve ser feito em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e realizado por meio de imersão única em água. A segunda ordenança foi a Ceia do Senhor, realizada por meio de dois elementos: o pão, que representa o corpo de Cristo, e o vinho, que representa o precioso sangue do Salvador. Esta ordenança deve ser realizada regularmente pela igreja local, em memória da obra de Cristo, e em anúncio dessa obra até que Cristo volte. Nem o batismo, nem a ceia são sacramentos (transmitem graça), apenas representações visíveis de realidades espirituais. Ambas devem ser administradas sob a autoridade da igreja local, o batismo àqueles que confessam sua fé em Cristo, e a ceia àqueles que têm confessado esta fé no Salvador. Nenhuma delas é necessária para a salvação, mas são demonstrações visíveis de obediência ao Salvador.
5.      A igreja local deve ser autônoma e congregacional. Isso significa que nenhuma organização além dela possui autoridade sobre ela, e que são os próprios membros, reunidos em assembleia, e não os líderes, que tomam as decisões da igreja. No entanto, embora seja autônoma, a igreja local não deve ser independente, pois deve buscar manter uma relação de cooperação com outras igrejas locais que professam sua mesma fé e missão.
6.      A relação da igreja local com outras igrejas, denominações ou organizações religiosas deve ser feita quando ambas as partes aderem à verdade bíblica. Por isso, não deve haver vínculo cooperativo quando há discordância em pontos essenciais da fé cristã histórica. Além isso, embora se possa manter comunhão em nível pessoal com crentes de denominações diferentes (mas não herético), a relação institucional comtais grupos deve ser evitada quando essa cooperação limitar e/ou dificultar a propagação pura e simples do evangelho da graça de Cristo.
7.      A igreja não possui e nem deve possuir nenhuma unidade orgânica com o estado. O estado, portanto, não deve deliberar quanto a vida interna da igreja, nem a igreja possui qualquer direito de privilégios do governo. Não obstante, é papel da igreja respeitar e incentivar o respeito às leis civis.
8.      É dever da igreja local preservar por sua pureza doutrinária e moral. Para isso, o Senhor Jesus instituiu a prática da disciplina eclesiástica. Esta disciplina deve ser praticada em amor, visando a restauração, e sempre alicerçada sobre provas concretas de testemunhas e depois de dadas oportunidades para o pecador arrepender-se. A Bíblia não apresenta uma lista de pecados específicos merecedores de correção, mas ensina que a intransigência às advertências dadas pela igreja para o abandono do pecado é o fator fundamental para a aplicação da disciplina eclesiástica. Esta disciplina, embora possa envolver alguns atos disciplinares, tais como a perda de um cargo, é executada pela excomunhão, o que acarreta na saída do rol de membros e na recusa da comunhão dos cristãos com o crente excomungado. A igreja local, no entanto, deverá estar sempre disposta a receber o pecador quando arrependido.

9.      Textos Bíblicos
a.       Ponto 1: Hb 12:22-24; At; I Ts 4:13-18; I Ts 4:13-18; Ef 5:25-27; Ef 2:11-3:13; Ef 2:11-22; Ef 1:22-23; 4:15-16; Gl 3:26-28; Ef 2:11-22; Cl 3:9-11.
b.      Ponto 2: At 13:1; 16:5; Rm 16:1, 5; I Co 1:2; Gl 1:2; At 2:41; Rm 1:7; I Co 1:2; Fp 1:1; At 2:42-47; 4:32-35; 13:1-5; Ef 4:15-16; I Tm 3:14-15. 
c.       Ponto 3: Fp 1:1; At 20:17-28; Tt 1:5-7; I Pe 5:1-2;I Co 14:34-36; I Tm 2:9-15; 3:1-7; Tt 1:5-9; I Co 9:1-18; At 6:1-6; I Tm 3:1-13; Tt 1:5-9; I Pe 5:1-4
d.      Ponto 4: Mt 28:18-20; Mt 26:26-30; Rm 6:1-4; At 2:41; 8:36-38; 10:47-48; I Co 11:23-26. 
e.       Ponto 5: At 6:1-6; 14:23; Rm 14:1; II Co 2:5-11; I Co 5:1-13; At 13:1-5; Mt 18:15-17; I Co 6:1-8; At 15:1-6, 22-35
f.       Ponto 6: At 15:1-21; Hb 10:24-25; I Jo 1:5-7; Ef 4:1-6; I Jo 1:5-7; II Cr 19:2; I Co 5:9-13; II Co 6:14-18; II Jo 7-11;
g.      Ponto 7: Mt 22:15-22; Jo 18:36; At 4:9-20; 5:29; Rm 13:1-7
h.      Ponto 8: Mt 18:15-18; I Co 5:1-8; I Tm 5:19; Tt 3:10

10.  Desta forma rejeitamos
a.       O ecumenismo, que defende a união de igrejas, embora estas creiam de maneiras distintas em pontos fundamentais.
b.      A cooperação eclesiástica com igrejas pentecostais e neopentecostais, que possuem uma prática tão distinta que limitam nossa mensagem.

CAPÍTULO 11: AS ÚLTIMAS COISAS


1)      Todos os homens, segundo as Escrituras, estão destinados à morte. Depois da morte, o homem o homem permanece em estado cônscio, ou na presença de Cristo, ou em tormentos no inferno. Estes, aguardam a ressurreição futura, onde os primeiros irão para o gozo eterno, e os segundos para o tormento eterno.
2)      O Senhor Jesus voltará uma segunda vez a este mundo. Esta segunda vinda, porém, ocorrerá em duas etapas. A primeira, quando Cristo arrebatar a sua igreja, livrando-a da ira de Deus a ser derramada sobre o mundo. A segunda, quando Cristo vier com os seus para vencer e instaurar o seu reino milenar neste mundo.
3)      A Bíblia apresenta a esperança da ressurreição futura. Assim como Cristo ressuscitou, todos os que são seus ressuscitarão corporalmente, embora não no mesmo momento. Os que não são de Cristo também ressuscitarão, mas para o juízo e a danação eterna.
4)      O reino milenar de Cristo será um período de paz, em que todos os povos serão regidos pela mão do Rei Jesus, que também cumprirá todas as promessas feitas à nação eleita de Deus, Israel. Ao final deste período, haverá a soltura de Satanás, a vitória final de Cristo sobre ele, o juízo final e a condenação eterna de Satanás, seus anjos e todos os perdidos. Esta condenação será o sofrimento consciente e eterno no lago de fogo.
5)      Textos Bíblicos
João 5:28.29; Lc 16:20-31; Ap 1:6-11; Ap 3:10; I Ts 4:13-5:11; Ap 6-19; 1 Coríntios 15; Is 9:6-7; 11:1-16; Ap 20:1-6; 20:11-15; 21:1-22:17

6)      Desta forma rejeitamos
a.       A crença no purgatório, a crença na reencarnação, ou qualquer outra que postule uma “segunda chance” após a morte.
b.      A crença no “sono da alma”, que afirma um estado inconsciente da alma após a morte.
c.       O ensino do aniquilacionismo, que afirma que não haverá um sofrimento consciente no inferno, mas uma aniquilação de existência.



Ut In OmnibusGlorifecetur Deus



[1] BCW, p. 4

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